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O futuro do trabalho em dados e IA: habilidades, cargos e o que esperar das equipes

8 min de leitura
Sabrina Oliveira
Sabrina Oliveira
Infográfico mostrando a mudança do modelo linear de relatórios para sistemas de decisão automatizados.

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O futuro do trabalho em dados e IA não é apenas uma evolução, mas uma reorganização completa do setor. Nos últimos anos, observamos equipes de relatórios tradicionais se transformarem em plataformas modernas de dados. Cientistas de dados agora focam na entrega de produtos de Inteligência Artificial, e o conceito de analytics deixou de ser apenas um painel para se tornar parte da tomada de decisão dentro dos aplicativos.

A Inteligência Artificial Generativa acelera essa mudança ao transformar a maneira como as pessoas constroem, documentam e testam processos analíticos. Na BIX Tecnologia, entendemos que o sucesso das organizações depende de compreender quais papéis estão surgindo e quais habilidades se tornaram obrigatórias. Este guia apresenta definições de funções, conjuntos de habilidades reais e padrões de design de equipe para você aplicar em seu contexto.

A grande mudança: de relatórios para sistemas de decisão

Durante anos, o roteiro analítico foi linear: coletar, limpar, gerar relatórios e decidir. Embora esse modelo ainda exista, ele não é mais suficiente para as demandas atuais. Hoje, as equipes constroem sistemas onde as decisões são automatizadas, como em detecção de fraude ou personalização. As respostas são entregues em tempo real, eliminando a dependência de ciclos mensais de fechamento.

Essa transformação ocorre porque as plataformas de dados em nuvem reduziram o atrito de infraestrutura e aumentaram a escala. Ferramentas modernas de elt e orquestração facilitaram a criação de pipelines, enquanto as exigências de governança de dados cresceram devido às regulamentações de privacidade. A Inteligência Artificial Generativa elevou as expectativas por entregas rápidas e acesso aos dados por linguagem natural.

A nova realidade: as habilidades superam os cargos

Uma das maiores mudanças no futuro do trabalho em dados e IA é que os títulos dos cargos são menos previsíveis do que os conjuntos de competências. Um Analista de Dados pode hoje definir camadas semânticas e criar modelos no dbt. Da mesma forma, um Cientista de Dados pode se dedicar a monitorar o drift de modelos e projetar políticas de decisão.

O mercado busca profissionais no formato "T", que possuem especialidade profunda em uma área, mas conhecem os domínios adjacentes. Essa polivalência permite que os especialistas colaborem melhor e entendam o impacto de suas entregas no produto final.

Cargos em ascensão no futuro do trabalho em dados e IA

Algumas funções se tornaram fundamentais conforme as empresas escalam seus produtos de dados e maturidade analítica. Abaixo, detalhamos esses papéis e por que eles ganharam relevância.

1. Analytics Engineer (O construtor de pontes)

O Analytics Engineer conecta o trabalho de Engenharia de Dados a conjuntos de dados confiáveis para o negócio. Ele é responsável pelas transformações, definições de métricas e modelos reutilizáveis. As competências envolvem SQL avançado, modelagem dimensional e governança de camadas semânticas. As empresas buscam esse profissional para criar data products escaláveis, evitando painéis isolados.

2. Engenheiro de Dados (Foco em plataforma e confiabilidade)

Este profissional mantém os pipelines, a infraestrutura e os padrões de ingestão. Atualmente, o papel migra de um simples criador de pipelines para um guardião da plataforma, garantindo escalabilidade e governança. As habilidades envolvem pilhas de dados em nuvem, ferramentas de orquestração e observabilidade de dados.

3. Machine Learning Engineer (Do modelo ao produto)

O ml engineer leva os modelos para a produção e garante que sejam confiáveis através de monitoramento e otimização. Ele precisa dominar Python, APIs, padrões de produção e padrões de implantação com Docker ou Kubernetes. O foco aqui não são protótipos, mas sistemas de Inteligência Artificial que podem ser mantidos a longo prazo.

4. Especialista em MLOps / LLMOps (A base operacional)

Esses especialistas constroem sistemas para implantar e governar modelos de linguagem de forma segura. Eles lidam com desafios únicos das aplicações de LLM, como falhas de chamadas de ferramentas e controle de custos. As capacidades principais incluem ci/cd para aprendizado de máquina, controle de versão de prompts e pipelines de avaliação.

5. Data Product Manager (O foco no "porquê" e nos resultados)

O Gerente de Produto de Dados garante que o trabalho de IA e dados esteja vinculado aos resultados de negócio. Ele define as prioridades, gerencia os interessados e foca na alfabetização para experimentação. Muitas iniciativas falham não por falta de dados, mas porque as equipes constroem a solução errada para o usuário.

6. Cientista de Decisão / Analista Causal (Indo além da correlação)

Este papel foca em inferência causal, previsões e otimização de decisões. As habilidades envolvem design de experimentos, análise de poder e planejamento de cenários. Com a adoção crescente de Inteligência Artificial, as equipes precisam medir o impacto real das implementações de forma correta.

O mapa de competências que as equipes precisam

O futuro do trabalho em dados e IA exige uma evolução nas habilidades técnicas. O SQL continua fundamental, mas agora deve ser acompanhado por conhecimentos em modelagem e governança. O Python segue essencial para automação e ferramentas de IA. Além disso, a engenharia de confiabilidade e a alfabetização em avaliação de modelos tornaram-se diferenciais competitivos.

As habilidades humanas são o grande diferencial na era da Inteligência Artificial. Traduzir perguntas de negócios complexas em definições mensuráveis e comunicar riscos entre precisão, latência e custo é fundamental. A escrita clara em documentações e a colaboração com áreas como jurídico e segurança são competências que os modelos automatizados não substituem.

Modelos de estrutura para um time moderno

Não existe uma estrutura perfeita, mas há padrões que funcionam conforme a maturidade da empresa. O modelo de Plataforma Central com Analytics Incorporado funciona bem para escala, onde um time central cuida das ferramentas enquanto analistas ficam junto às unidades de negócio. Isso garante consistência e velocidade simultaneamente.

Para organizações focadas em produtos, os Esquadrões de Produto de Dados Transfuncionais são eficazes. Cada esquadrão inclui engenheiros, analistas e gerentes de produto trabalhando em funcionalidades específicas. Já o modelo de Centro de Excelência em IA (Hub-and-Spoke) estabelece padrões globais de governança enquanto as divisões criam soluções específicas, reduzindo riscos tecnológicos.

O impacto da Inteligência Artificial Generativa no cotidiano

A tecnologia não substituirá os analistas, mas mudará a forma como o trabalho é executado. Processos como escrita de consultas SQL, criação de dicionários de dados e resumos de análises exploratórias se tornam muito mais rápidos. Isso permite que os profissionais dediquem mais tempo à estratégia e menos a tarefas manuais repetitivas.

Por outro lado, a definição correta de métricas e a qualidade dos dados ganham ainda mais importância, pois os modelos não corrigem indicadores ambíguos. A governança, a linhagem de dados e a revisão humana para decisões sensíveis tornam-se o foco central das equipes de alta performance.

Desafios práticos e como resolvê-los

Muitas empresas enfrentam o problema de ter painéis em que ninguém confia. A solução passa por criar uma camada semântica, definir métricas de forma centralizada e aplicar testes automáticos de dados. Se um modelo perde performance em produção, é necessário adicionar monitoramento de integridade e alertas de degradação.

Quando todos desejam IA, mas não há consenso sobre o uso, o ideal é priorizar casos com base em valor, viabilidade e tempo de impacto. Se os pipelines estão caros e instáveis, a implementação de observabilidade e a padronização de orquestração ajudam a otimizar os custos e garantir a entrega.

Plano de ação para os próximos 90 dias

Para preparar sua equipe para o futuro do trabalho em dados e IA, sugerimos um plano prático de curto prazo. Comece auditando suas métricas e identifique os indicadores mais importantes para o negócio. Em seguida, implemente verificações de qualidade nas tabelas que alimentam decisões críticas e adicione alertas para falhas de pipeline.

Escolha um caso de uso de Inteligência Artificial que tenha retorno sobre o investimento claro e defina critérios de sucesso antes de iniciar. Por fim, invista na capacitação intencional do time em modelagem, experimentação e avaliação de modelos. Essas etapas garantem uma base sólida para a evolução tecnológica.

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Ilustração de um robô da BIX Tecnologia processando fluxos de dados e gráficos digitais, representando a governança de agentes de IA.

TL; DR Perguntas frequentes sobre futuro do trabalho em dados e IA

Quais são as habilidades técnicas essenciais para os próximos anos? SQL, modelagem de dados, Python e alfabetização em experimentação são fundamentais. Para áreas de IA, o conhecimento em monitoramento e produção (mlops) é mandatório.

O cargo de Analista de Dados vai desaparecer? Não, mas ele está evoluindo. O analista moderno agora utiliza ferramentas de automação e foca muito mais na definição de métricas e na estratégia de decisão do que na limpeza manual de dados.

Qual a melhor forma de organizar um time de dados e IA? Depende da maturidade da empresa. Modelos híbridos, onde uma plataforma central garante os padrões e analistas ficam incorporados nas áreas de negócio, costumam oferecer o melhor equilíbrio entre controle e velocidade.

Como a IA Generativa ajuda as equipes de dados no dia a dia? Ela acelera a criação de documentação, auxilia no rascunho de consultas SQL complexas e ajuda na análise exploratória inicial, liberando tempo para tarefas mais complexas.

O que é um Analytics Engineer e por que ele é importante? É o profissional que aplica práticas de engenharia de software ao mundo do analytics. Ele garante que os dados usados pelo negócio sejam limpos, testados e documentados em uma camada semântica única.

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