Storytelling com Dados para empresas: Como fazer

Conteúdos deste artigo:

No ambiente empresarial atual, muitas organizações enfrentam desafios na comunicação eficaz de dados, resultando em falta de engajamento e decisões pouco orientadas. Problemas incluem narrativas desordenadas e prolongadas, falhas em apresentações e a necessidade de investir em design para cativar o público. O Storytelling com Dados para empresas surge como uma solução, exigindo compreensão do contexto, habilidade narrativa e uso eficaz de ferramentas de visualização. Essa abordagem visa superar as barreiras na transmissão de informações, garantindo impacto nas interações empresariais. Por isso, neste texto, vamos te mostrar princípios de linguagem, abordagem e contexto, assim como técnicas de design para elevar suas narrativas:

  • A Relevância do Contexto: Público, Ação, Tom e Mecanismo
  • Princípios da Gestalt para um Storytelling com Percepção Organizada
  • Escolha o gráfico certo e eleve seu Storytelling com Dados

Ao adentrar o universo do Storytelling com Dados, precisamos compreender os fundamentos que o sustentam. Inicialmente, destacamos a importância do contexto, uma vez que as análises podem ser categorizadas em duas abordagens distintas: exploratória e explanatória. Na fase exploratória, estamos nos estágios iniciais da análise, absorvendo e compreendendo todos os dados disponíveis. Já na etapa explanatória, buscamos focar em aspectos específicos, realizando análises mais aprofundadas e direcionadas.

A Relevância do Contexto: Público, Ação, Tom e Mecanismo

O contexto é o que vai orientar a comunicação eficaz no storytelling da sua empresa. Antes de iniciar qualquer exposição, é crucial analisar o público-alvo. Perguntas como “É a primeira vez que estou me dirigindo a este público?” ou “Já possuem familiaridade com minha persona?” orientam a adaptação do discurso.

Além disso, a ação desejada deve ser clara. É fundamental se questionar sobre o que se espera que o público faça ou saiba após a apresentação. Cada mensagem deve possuir um propósito definido, evitando exposições sem objetivos concretos.

Quanto ao tom, a escolha adequada para cada situação também se faz essencial. Se estamos celebrando um sucesso corporativo, o tom será diferente de uma situação que demanda uma decisão estratégica. A sutileza de abordagem varia conforme a leveza ou seriedade do tema em discussão.

O mecanismo pode-se ser entendido como a habilidade de controlar o público e determinar o nível de detalhe. O controle, neste caso, refere-se à gestão da audiência, considerando se é necessário conquistar confiança ou se a familiaridade já existe. Quanto ao nível de detalhe, a regra é clara: o equilíbrio. Informações demasiadamente complexas podem resultar em interpretações superficiais ou até mesmo na desistência da leitura. A clareza é a chave; a audiência deve compreender instantaneamente a mensagem transmitida.

Além disso, também é importante ressaltar que muitas vezes menos é mais! Por isso, evitar a saturação é a máxima quando se trata de Storytelling com Dados para empresas. Cada elemento adicionado à apresentação demanda esforço cognitivo, e, por isso, a simplicidade é importante. O objetivo é apresentar informações cruciais, eliminando qualquer elemento que não acrescente valor informativo, simplificando assim a experiência visual.

O Storytelling com Dados pensado para empresas não é apenas sobre gráficos e números, mas sim sobre a habilidade de contar uma história coerente e envolvente por meio dos dados disponíveis. Ao dominar os fundamentos do contexto, compreender o público-alvo e equilibrar os mecanismos de controle, a comunicação torna-se uma ferramenta poderosa na transmissão eficaz de ideias. 

Princípios da Gestalt para um Storytelling com Percepção Organizada

A Psicologia da Gestalt, originada no início do século XX, revolucionou a compreensão da percepção humana ao destacar padrões e estruturas subjacentes à forma como interpretamos o mundo ao nosso redor. Dentro desse contexto, seis princípios fundamentais emergiram, oferecendo uma visão profunda sobre como nosso cérebro organiza informações visuais. Vamos explorar cada um deles:

1. Proximidade
O princípio da proximidade sustenta que objetos fisicamente próximos entre si são percebidos como uma unidade ou grupo. Nossos cérebros tendem a agrupar elementos próximos uns aos outros, formando padrões visuais coesos. Este princípio é crucial na criação de designs e layouts, influenciando a maneira como percebemos e interpretamos elementos visuais adjacentes.

2. Similaridade
O princípio da similaridade destaca que objetos semelhantes entre si são agrupados naturalmente pela nossa percepção. Semelhanças em cor, forma, tamanho ou textura contribuem para a formação de conjuntos visuais distintos. Esse princípio é amplamente aplicado em design gráfico, publicidade e arte, além disso, se destaca na criação de composições equilibradas e compreensíveis.

3. Acercamento
O acercamento, ou princípio da segregação, sugere que objetos cercados por espaço vazio são percebidos como distintos de outros elementos visuais. Quando um objeto é isolado por uma margem ou espaço, nossa atenção é direcionada para ele. Esse princípio é essencial para destacar elementos específicos em um layout ou cena visual.

4. Fechamento
O princípio do fechamento destaca nossa tendência inata de perceber formas completas mesmo quando partes estão ausentes. Ao visualizar formas incompletas, nosso cérebro automaticamente as completa, criando uma sensação de integridade visual. Assim, esse princípio é fundamental para criar formas simplificadas que são utilizadas para transmitir mensagens complexas.

5. Continuidade
O princípio da continuidade ressalta nossa preferência por perceber linhas e curvas contínuas como entidades distintas. Elementos dispostos ao longo de uma linha imaginária ou trajetória são percebidos como relacionados e formando uma continuidade visual. Por isso, esse princípio é amplamente explorado em design de interfaces, direcionando o olhar do usuário por caminhos específicos.

6. Conexão
O princípio da conexão destaca a tendência de perceber elementos conectados por linhas ou outros elementos visuais como uma unidade coesa. Linhas ou formas que se conectam sugerem relações e interações, sendo essenciais na criação de layouts e composições visuais que buscam transmitir conexões ou fluxos específicos.

Ao compreender e aplicar esses princípios da Gestalt, designers, artistas e comunicadores têm em mãos ferramentas poderosas para criar experiências visuais impactantes e coerentes. A harmonização desses princípios permite que a percepção humana transforme elementos dispersos em uma narrativa visual coesa, demonstrando a intrincada interação entre a mente e a forma.

Quer saber mais sobre contexto e os princípios da Gestalt? Assista a live feita pela BIX e confira exemplos de visualização!

Um guia completo para fazer Storytelling com Dados na sua empresa!

Escolha o gráfico certo e eleve seu Storytelling com Dados

Escolher o gráfico certo é fundamental para contar uma história de dados de maneira eficaz e compreensível, algo fundamental para o storytelling com dados em empresas. A escolha adequada do gráfico pode destacar padrões, tendências e insights, facilitando a compreensão da informação.

1. Compreenda sua Mensagem Principal:
Antes de escolher um gráfico, tenha uma compreensão clara da mensagem que deseja transmitir. Identifique o principal insight que você quer que seu público entenda.

2. Considere o Tipo de Dados:
O tipo de dados que você possui influenciará a escolha do gráfico. Dados temporais podem ser melhor representados em gráficos de linha, enquanto dados categóricos podem ser mais apropriados para gráficos de barras ou de pizza.

3. Escolha Gráficos que Destaquem Tendências:
Para mostrar tendências ao longo do tempo, opte por gráficos de linha. Eles são ideais para ilustrar crescimento, declínio ou flutuações.

4. Use Gráficos de Barras para Comparar Categorias:
Se a comparação entre diferentes categorias é crucial, os gráficos de barras são eficazes. Eles facilitam a visualização de diferenças quantitativas entre grupos distintos.

5. Gráficos de Pizza para Proporções e Percentagens:
Utilize gráficos de pizza quando desejar representar partes de um todo. Eles são eficazes para mostrar a composição percentual de categorias.

6. Gráficos de Dispersão para Relações:
Se estiver explorando relações entre duas variáveis, gráficos de dispersão são valiosos. Eles ajudam a identificar correlações e padrões.

7. Mapas para Dados Geográficos:
Se os dados estão relacionados a diferentes localidades geográficas, mapas são ideais para destacar variações regionais.

Não hesite em experimentar vários tipos de gráficos. Às vezes, testar diferentes opções ajuda a encontrar a representação visual mais eficaz. Além disso, busque priorizar a simplicidade. Evite gráficos complexos que possam confundir o espectador. Opte por apresentações claras e diretas.

Lembre-se, o gráfico certo não apenas complementa a narrativa, mas também aprimora a compreensão dos dados. Ao escolher com sabedoria, você transformará números em uma história envolvente e informativa para o seu público.

Ao percorrer o caminho do storytelling com dados para empresas, deparamo-nos com a realidade desafiadora de transformar informações complexas em narrativas envolventes. A interseção entre o desenvolvimento técnico, a estrutura narrativa eficaz e o design apropriado emerge como o epicentro da comunicação efetiva no cenário empresarial contemporâneo.

A compreensão profunda do contexto, aliada à habilidade de contar histórias visualmente coerentes, revela-se fundamental para conquistar e manter a atenção do público-alvo. Aprofundando nossos conhecimentos nos princípios da Gestalt, desvendamos as sutilezas da percepção humana, permitindo que a mente transforme padrões visuais em narrativas coesas. Ao escolher o gráfico adequado, transcendemos a mera apresentação de dados para criar experiências visuais significativas. A clareza na mensagem, aliada à adaptação ao público-alvo e à busca incessante pela simplicidade, são os pilares que sustentam uma comunicação de dados eficaz.

À medida que integramos a ciência da análise de dados à arte da comunicação, capacitamo-nos não apenas a transmitir informações, mas a criar narrativas que ressoam e impactam, moldando decisões orientadas e transformando dados em uma ferramenta poderosa para o sucesso empresarial.

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