Análise de Dados vai ajudar os bancos a sobreviver

“Nos últimos cinco anos, foi dito aos bancos repetidas vezes que as fintechs vão tirá-los da posição de intermediários e relegar os bancos a infraestrutura”, disse Dave Murphy, vice-presidente da Publics Sapient – uma grande agência de Marketing digital no Estados Unidos. A declaração é pesada, mas, até o final do post, você verá que muitos bancos não estão parados esperando o fim. Além disso, como a análise de dados terá um papel fundamental nesse cenário.

 

Há alguns anos, trabalhar num banco – como gerente, por exemplo – era sinônimo de prestígio, estabilidade e destaque por se estar numa instituição de relevância incomparável. Como clientes, todas as semanas, pelo menos uma vez, era necessário ir ao banco para fazer qualquer coisa, de sacar dinheiro a fazer investimentos. Agora… Com que frequência se vai ao banco sendo que tudo pode ser resolvido por celular?

 

Trata-se apenas de um exemplo de como o mercado e os bancos foram particularmente impactados por toda a revolução digital. E, assim como os taxistas foram impactados com os aplicativos de carona, os bancos se viram ameaçados por poderoso inimigos: As fintechs.

 

DADOS, BANCOS E A REVOLUÇÃO DIGITAL

 

Obviamente, a economia digital não vai parar de crescer. Pelo contrário. Segundo dados reunidos por uma pesquisa da Huawei, poderá chegar ao valor de 23 trilhões de dólares em 2025. Fora isso, outros valores importantes para análise são:

 

  • Nove em cada 10 usuários de dispositivos smart terão um assistente pessoal
  • 12% das casas terão robôs;
  • Inteligência artificial será adotada por 86% das empresas
  • 100% das empresas estarão na nuvem
  • Serão gerados 180 bilhões de TB de dados por ano – em 2015, eram 8.

 

Com base nesse valores, é possível notar que não se tratam apenas de mudanças pontuais, mas toda o cotidiano será diferente daqui a poucos anos – como era recentemente também. Se antecipar a essas mudanças de comportamento é essencial. E quem fez isso muito bem foi a mais famosa fintech brasileira, a Nubank.

 

Fundada em 2013, a Nu Pagamentos S.A. – razão social – é uma startup de serviços financeiros que, em 2018, conquistou o status de unicórnio – ou seja, foi avaliada em 1 bilhão de dólares. Seu primeiro grande produto foi um cartão de créditos sem anuidade e que poderia ser totalmente controlado por um aplicativo. Abalou o mercado. Recentemente, começou até a oferecer empréstimos.

 

 

Entrar no mercado financeiro é algo que requer coragem e determinação. O grande trunfo da Nubank foi perceber que não existe apego nas novas gerações por marcas tradicionais. Os millenials se interessam mesmo em como as empresas podem agregar em suas vidas. Ganha, por exemplo, quem oferecer o melhor serviço da forma mais rápida e mais barata.

 

A empresa se destaca justamente por essa busca de compreender melhor os seus usuários e potenciais clientes. Um caso claro disso é o #AsteriscoNão. Um movimento justamente para buscar maior transparência na comunicação das empresas.

 

Claro, não é só a Nubank. GuiaBolso e PicPay, por exemplo, são outras que relativizam a importância e essencialidade dos bancos da forma como existem. E para essas empresas tradicionais, qual a saída? A que encontraram foi: Parcerias.

 

TENDÊNCIAS DE MERCADO

 

Os bancos tradicionais, claro, não estão de braços cruzados esperando o fim iminente. O Bradesco, por exemplo, utiliza uma assistente virtual, a BIA. Ela cumpre dois pré-requisitos básicos para o sucesso na economia atual: é eficiente – 95% do casos resolvidos – e rápida – taxa de resposta de menos de 3 segundos. No último ano, foram 75 milhões de interações.

 

Só que a grande notícia a ser destacada é a parceria entre Goldman Sachs – um dos maiores grupos financeiros do mundo – e a Apple. Em meio a grandes anúncios feitos recentemente pela empresa da maçã – como um serviço de streaming – estava ele: o Apple Card.

 

 

Trata-se de um cartão que dará descontos e vantagens aos usuários de produtos Apple. Para esta empresa, ficou a missão de planejar e buscar funcionalidades para o novo serviço. O resultado esperado é que o Apple Pay, sistema de pagamentos da empresa, seja pulverizado e popularizado. Consequentemente, trazendo mais lucro.

 

E para a Goldman Sachs? Ganhos ainda maiores para uma ousada investida. Isso porque, apesar de ser um grupo financeiro, nunca havia trabalhado com cartão de créditos. Próximo disso havia apenas uma experiência não tão bem sucedida em 2016 com uma solução de empréstimos chamada Marcus.

 

A missão da empresa na parceria é montar um sistema milionário de atendimento e relação com o consumidor e é daí que vem o que realmente importa em toda essa história: DADOS.

 

Mais precisamente, dos usuários. Associando-se a uma empresa popular, de marca reconhecida e desejada, a Goldman Sachs se torna presente em diversos dispositivos e próxima de perfis variados. Consegue, portanto, conhecer melhor os usuários, suas necessidades e o que tem a oferecer.

 

 

De fato, os serviços que serão oferecidos não têm nada de muito novo ou disruptivo, como disse Cathy Bessant, CTO do Bank of America. em entrevista. O que chama atenção é essa parceria como forma de se posicionar melhor no mercado e como isso está se tornando, por falta de palavra melhor, uma tendência.

 

Um outro caso é o do Barclays – gigante banco britânico – que se juntou a Uber para fazer um cartão de crédito sem anuidade e com aprovação quase que imediata. A ideia é recompensar os 65 milhões de usuários ativos mensalmente do aplicativo. Não que seja a intenção aqui, mas pense na quantidade de dados que seriam gerados por esses clientes.

 

A Amazon também completa esse time com uma parceria com o JPMorgan Chase Bank. É o Amazon Prime Rewards Visa Card. Com ele, se ganha pontos ao se fazer compras, os quais podem ser substituídos por produtos Amazon no futuro.

 

DADOS, DADOS E MAIS DADOS

 

A vitória da Goldman Sachs será em relação aos dados que vai receber. É uma oportunidade excelente para descobrir formas de se melhorar os serviços, tornando-os mais personalizados quanto a segmentos de público. Em outras palavras, fazer algo essencial para a nova geração de consumidores: Ouvi-los.

 

Dessa forma, ganha a empresa, o cliente e o mercado como um todo, já que descobre novas formas de se apresentar. E essa busca por novas soluções ligadas a dados é algo que pode ser aplicado a diversos segmentos.

 

 

O McDonald’s, por exemplo, comprou uma startup de análise de dados e inteligência artificial chamada Dynamic Yield. Tudo para criar uma experiência customizada para cada consumidor, unindo informações como fila, itens mais pedidos e clima – dados que, num primeiro momento, não parecem tão relacionados.

 

Essa busca por unir dados de fontes diferentes para gerar insights que permitam uma empresa conquistar resultados melhores é no que se baseia não só a Análise de Dados, mas também a Business Intelligence. A BIX Tecnologia possui cases na área de bancos e em diversos outros setores. No blog, mais posts sobre as novidades do mercado.

 

Se quiser conversar sobre algumas das soluções que desenvolvemos, é só entrar em contato conosco!

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