Quanto valem os seus dados?

Todo mundo sabe que são importantes, mas você já parou pra pensar qual o verdadeiro valor e impacto dos dados que você gera? De coisas triviais como o conteúdo que consome, com que frequência usa um app de delivery ou desempenho em games. Se não, saiba que: O mercado já está prestando atenção nisso há muito tempo.

 

 

O Facebook chegou, inclusive, a estipular uma quantia para ter acesso ao que você faz no seu celular. Considerando todos os problemas que tem enfrentado por conta de mexer com a privacidade de usuários, porém, talvez não tenha sido a ideia mais brilhante do mundo. Até porque essa ação acabou gerando uma inimiga de peso, a Apple.

 

Há pouco tempo, a eterna empresa de Steve Jobs demonstrou ter uma proposta bastante intolerante com aplicativos que espionassem a atividade de quem usa um iPhone. Na tentativa de burlar isso, foi lançado o Facebook Research. Esse app paga 20 dólares por mês a usuários entre 13 e 35 anos que o baixarem. Em troca, a eterna empresa de Mark Zuckerberg tem acesso a praticamente toda a atividade realizada no celular.

 

Após isso ter sido reportado pelo Tech Crunch, o Facebook avisou que, voluntariamente, iria retirar o aplicativo do ar, mas não foi bem assim que aconteceu. A própria Apple o bloqueou e, depois, bloqueou todos os aplicativos de uso interno do Facebook.

 

 

Só que não parou com o Face. A Apple ainda teve que bloquear apps do Google pelo mesmo motivo. O Screenwise Meter também fazia coleta de dados dos usuários de iPhone.

 

Facebook e Google já funcionam normalmente, mas o que a Apple tem feito é justamente vender valor ao diminuir a propaganda e mostrar: “Aqui, seus dados estão salvos”. E, para isso, fez com todo um projeto da maior rede social do mundo acabasse de uma hora pra outra.

 

Como problema pouco é bobagem, é o caso de relembrar que a Federal Trade Comission (FTP) já está no pé de Zuckerberg desde o escândalo da Cambridge Analytica e pode impor uma multa de bilhões por conta desses incidentes. Esse tipo de atitude levou o Facebook a ser chamado de gangster digital pelo parlamento britânico. Por fim, veio à tona que a empresa tem usado a própria ferramenta para stalkear ex-funcionários e rotulá-los como ameaças.

 

Os exemplos não são positivos, mas ajudam a entender o valor dos dados. Para o Facebook, os seus dados valem 20 dólares por mês. Para a Apple, o que realmente tem valor é protegê-los para você. E, para o governo americano, se meter na privacidade dos outros deve custar bilhões de dólares.

 

DADOS PARA MÚSICA

 

A indústria musical é bilionária e tem como alguns de seus principais produtos os artistas e bandas que nela estão. A performance deles é essencial para que uma gravadora ou um aplicativo de streaming possam prosperar. Analisar as curvas de carreiras pode aumentar muito as vendas e o faturamento.

Um estudo publicado pela Playax (empresa de monitoramento e inteligência musical) traz uma análise de dados oriundos de fontes como YouTube, Spotify e Rádio. Nesse estudo, estão definidos os 6 diferentes modelos de desenvolvimento de carreiras musicais:

 

 

1. Ascensão e queda: É quando o artista tem um hit muito grande e muito popular que o tira do anonimato, mas não consegue manter o desempenho após. Exemplo: MC Loma e as Gêmeas Lacração.

 

2. Crescimento contínuo: Diversos fatores fazem com que, aos poucos, o artista vá crescendo e galgando posições até chegar a uma posição de destaque. Exemplo: Ferrugem.

 

3. Escada: A estratégia basicamente é: Lança uma música, divulga bastante, espera. Lança outra, trabalha muito e dá um tempo até a próxima investida. Exemplo: Diego e Victor Hugo.

 

4. Do zero ao topo: Alguém que cresceu muito rápido, mas que já chegou no ápice – e ainda está nele. Exemplo: Vitor Kley.

 

5. Estável: Artista com a carreira consolidada e que já é renomado. Exemplo: Gilberto Gil.

 

6. Queda contínua: A carreira está claramente caindo, mas não em franca queda. Exemplo: Léo Magalhães.

 

Sabendo disso, é possível reconhecer artistas que são ou foram bem sucedidos e, analisando a trajetória, perceber as medidas e decisões que foram tomadas para levá-lo a uma posição de sucesso. Assim, é evitado que se confie apenas na intuição na hora de planejar os diversos fatores que estão presentes na carreira de um músico, como por exemplo:

 

  • Marketing
  • Performance em rádios
  • Aparições em programas de TV
  • Parcerias com outros artistas de sucesso

 

COTIDIANO

 

Os exemplos anteriores podem parecer distantes e um tanto quanto não relacionados de fato ao “mundo real”. Um case da Uber Eats, no entanto, parte de uma premissa virtual mas acaba com impactos bem reais.

 

Trata-se de um projeto em que são criados restaurantes fantasmas/virtuais. Funciona assim: A Uber consegue dados de determinadas regiões como demandas crescentes, horários mais pedidos, perfil de público e valor ideal. Sabendo disso, ajuda a dar origem a estabelecimentos que ainda não existem. Muitas vezes, sem sequer ter lugar físico e servindo apenas via aplicativo.

 

 

O Burguer Brooklyn Factor, por exemplo, está lá no aplicativo e atende a região do próprio nome em Nova York. Atualmente, vende em torno de 75 hambúrgueres por dia. Mas esse número era bem diferente antes do Uber Eats. Mais precisamente, um único hambúrguer por dia. E é porque o Burguer Brooklyn Factor sequer existia.

 

Na verdade, era o Gerizim Cafe, um cafézinho local. Sabendo que havia uma demanda grande na região por hambúrguer, a Uber Eats entrou em contato com o café, apresentou a necessidade e, após tamanho sucesso, já estão fazendo um rebranding.

 

Dessa forma, cozinhas pequenas e cozinheiros iniciantes podem operar, aos olhos do mundo, da mesma forma que qualquer outro restaurante – sem precisar pagar aluguéis caros ou licenças. Pode até ser um food truck, se alocando aonde for melhor para o aplicativo.

 

Essas todas são saídas que empresas têm encontrado para saber bem trabalhar com dados. Em especial, os próprios, e não com bancos de terceiros. Afinal, com as leis de proteção de dados se mostrando mais eficientes, a origem das informações ser legal é essencial.

 

Uma das funções de Business Intelligence é transformar dados em informações e ajudar quem realiza planejamentos a tomar as decisões com propriedade. As soluções se aplicam a todos os setores. É só ver pelo conteúdo do post: Redes sociais, indústria musical e delivery de comidas podem se beneficiar, por exemplo.

 

Para ajudar a esclarecer outras dúvidas sobre o tema, fizemos um post respondendo as 5 dúvidas mais comuns sobre Business Intelligence.

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